Li hoje no jornal Público um texto magnífico do frei Bento Domingues sobre o significado do Natal. Aqui fica um eloquente excerto. A imagem é uma divertida atualização da(s) história(s) que celebramos nestes dias.
Jesus não nasce na cidade de Jerusalém, centro do poder
político e religioso. Os pastores representam, precisamente, os que não
frequentavam o culto oficial e são os primeiros a chegar ao presépio. Os Magos
passam por Jerusalém, mas não ficam lá. A estrela desloca-os para a periferia,
significando que se trata não de um fenómeno astronómico, mas teológico. Se os
judeus da religião ortodoxa não reconhecem Jesus, os Magos, pagãos,
procuram-no. Jesus, com Maria e José, depois da viagem pelo Egipto, não vão
morar no templo. Vão trabalhar para Nazaré, no meio de toda a gente. O presépio
realiza, em miniatura, o que foi a revelação de Jesus na sua vida adulta: Deus
anda à solta e faz a sua morada, o seu templo, onde menos se espera e faz
família com quem não é da família.

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