Quando no início deste ano pensávamos em equipa de pastoral num lema que inspirasse as nossas atividades ao longo do Ano da Fé, alguém recordou a frase de S. Paulo que intitula este post e que é a frase que serve de cenário a todas as nossas propostas.
Quando há dias ouvia uma extraordinária entrevista do escritor António Lobo Antunes mais convencido fiquei da nossa opção. Nela, entre muitas preciosidades, ele dizia: «só tenho perguntas, não tenho respostas»; «não compreendemos a nossa finitude»; «a fé é sempre uma indecisão». Na verdade, é esta a posição do crente cristão: carregado de dúvidas, interrogações, inquietudes, avança, caminha, procurando, tentanto vislumbrar por entre os dias claros e as nuvens escuras o sentido que espera um dia poder encontrar (esperança). É nesta fragilidade barrenta, humana, que é cada um, que cada crente transporta o tesouro da indecisão, da dúvida, do abismo a que chamamos fé. E nessa atitude podemos ver o poder de Deus. Sim, a fé é para todos os corações inquietos e para todos os olhares perscrutantes.
A entrevista de António Lobo Antunes pode ser escutada aqui.
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