7 de novembro de 2012

Trazemos este tesouro em vasos de barro

Quando no início deste ano pensávamos em equipa de pastoral num lema que inspirasse as nossas atividades ao longo do Ano da Fé, alguém recordou a frase de S. Paulo que intitula este post e que é a frase que serve de cenário a todas as nossas propostas.
Quando há dias ouvia uma extraordinária entrevista do escritor António Lobo Antunes mais convencido fiquei da nossa opção. Nela, entre muitas preciosidades, ele dizia: «só tenho perguntas, não tenho respostas»;  «não compreendemos a nossa finitude»; «a fé é sempre uma indecisão». Na verdade, é esta a posição do crente cristão: carregado de dúvidas, interrogações, inquietudes, avança, caminha, procurando, tentanto vislumbrar por entre os dias claros e as nuvens escuras o sentido que espera um dia poder encontrar (esperança). É nesta fragilidade barrenta, humana, que é cada um, que cada crente transporta o tesouro da indecisão, da dúvida, do abismo a que chamamos fé. E nessa atitude podemos ver o poder de Deus. Sim, a fé é para todos os corações inquietos e para todos os olhares perscrutantes.
A entrevista de António Lobo Antunes pode ser escutada aqui.

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