A poucas semanas de se iniciar um novo Caminho e numa altura que muitos de nós percorremos caminhos novos e diferentes, vale a pena recordar o último Caminho de Fevereiro, pelas palavras de duas peregrinas, Ana Amaral e Rosário Cunha, e pelas fotos do professor Pedro Gabriel, também ele companheiro do Caminho:
O Colégio Luso-Francês tem tido, nos últimos anos, a oportunidade de levar os seus alunos a
percorrer o Caminho de Santiago – uma actividade que reforça a vertente católica da própria instituição. Assim sendo, estes alunos aceitaram abandonar o
conforto das suas casas, ficando entregues à descoberta de cada caminho, que vamos reinventando, e
reconhecendo o desafio: “Entra apenas,
permanece até ao fim e sai
mudado”.
No Caminho, encontramos lugares únicos, lugares que nos devolvem a humanidade, que nos é intrínseca, e nos
aproximam de Deus. Ali, enquanto grupo de peregrinos, experimentamos ser sal da
terra e luz do mundo.
De facto, há momentos inesquecíveis que trazemos connosco e completam cada fotografia
captada. Desde a cumplicidade entre companheiros – quase até apostolicidade –, ao abandono sentido em Sarria, à comunhão dada no jardim
em Palas de Rei, ao peso que trazemos às costas e o compartimos no albergue de Àrzua, às orações tanto no jardim de Portomarín numa bela tarde de verão, como no gimnodesportivo em Palas de Rei ao fim do dia,
e ainda no Monte do Gozo ao abrigo da luz das estrelas, até à densidade telúrica de um abraço à chegada a
Santiago, há algo que
partilhamos em forma de segredo: ali somos, uns para os outros, expressão do amor de Deus.
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