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29 de outubro de 2011

Decálogo de Assis para a Paz - Foi há 25 anos...


Há vinte e cinco anos João Paulo II celebrou, na terra natal de São Francisco e Santa Clara, uma Jornada de jejum e oração pela Paz, com responsáveis e delegados das Igrejas cristãs e das principais Religiões do mundo. Decorria então o Ano Internacional da Paz, e o papa chegou, mesmo, a fazer um apelo às tréguas em todos os conflitos armados, sendo atendido por vários beligerantes.
A partir de então, foram surgindo várias iniciativas em favor da Paz, dentro deste mesmo espírito a que se começou por chamar “espírito de Assis”.
Em 24 de Janeiro de 2002, num novo contexto de guerra, aqueles responsáveis foram de novo convocados por João Paulo II para proclamar que todas as religiões servem um Deus de Paz e, por isso, nenhuma guerra pode ser feita em nome de Deus. Mais: que ofender a pessoa, é ofender Deus. Nasceu ali o Decálogo de Assis para a Paz, enviado depois a todos os Chefes de Estado do mundo.
Hoje, 25 anos depois do primeiro Encontro, o mundo continua ensombrado por inúmeros focos de tensão e de guerra. Mas – como disse o papa durante a Oração ecuménica na Catedral de São Rufino, em 27 de Outubro de 1986 – “ a nossa fé continua a ensinar-nos que a Paz é um Dom de Deus em Jesus Cristo, que se deve exprimir na oração Àquele que tem nas suas mãos os destinos dos povos” (nº1). 
Podes ler a carta de João Paulo II juntamente com o Decálogo, aqui e ouvir a oração de São Francisco de Assis pela própria voz do Santo Padre...


Pedimos ao Senhor que nos torne capazes de o assumir e fazer dele um compromisso para a nossa vida. 

10 de outubro de 2011

O que sabes sobre São Francisco?


São Francisco de Assis | Ilustração de Renato Pontello


Giovanni nasceu a Julho de 1182 em Assis. Filho de burgueses, este jovem era aparentemente feliz, vivendo em harmonia com o seu mundo, envolto em riqueza e privilégios.
Apesar de mortal e na mesma situação que muitos de nós, alunos do colégio, nos encontramos, Giovanni teve a coragem de reconhecer que não era feliz, que precisava de recomeçar. Libertou-se das correntes que o prendiam aos seus bens e encontrou nas palavras do Evangelho de S. Mateus o seu caminho: “Pássaro de Deus, voa pelo Mundo e canta”.

White dove

Giovanni acreditava que encontraria a felicidade na pobreza e no despojamento de tudo quanto prende o Homem à Terra. Esta sua mudança de atitude, este recomeço, tê-lo-á levado a escolher um novo nome, Francisco de Assis, a sua terra natal.
Imagino no distante século XII, um jovem rico a despojar-se de todos os seus bens e a professar um voto de pobreza e de entrega a Deus. Muitos ter-lhe-ão chamado louco, outros terão reconhecido nos seus gestos, mais até do que nas suas palavras, Jesus Cristo. As suas acções marcaram de tal forma os séculos XII e XIII que o Papa Inocêncio III reconheceu a Ordem a que dera origem, a Ordem Franciscana. Francisco de Assis é o exemplo de um cristão a seguir: reconheceu Cristo nos outros e na natureza, deixando que os outros reconhecessem Cristo nele.
Francisco morreu a 4 de Outubro de 1226 e o seu desapego pelo material é incompatível com a construção de uma basílica em seu nome e até com a sua canonização(quantos santos aos olhos de Deus não terão sido sequer beatificados?). Mais importante que reconhecer Francisco de Assis como santo, tal como fez a Igreja dois anos após a sua morte, é tomar a sua vida como exemplo de entrega ao outro.

Reconhece Cristo no outro e deixa que reconheçam Cristo em ti.


Carlos Oliveira

6 de outubro de 2011

Dia de São Francisco

Pelas 8h10 do dia 4 deste mês, cerca de sessenta alunos permaneciam junto à sala multimédia do Colégio. Uma imagem inicial um pouco caótica, na verdade, não parecesse estar prestes a desplotar uma greve por aqueles corredores... Mas não. Era o dia de São Francisco de Assis e este grupo preparava-se para espalhar um pouco de São Francisco, por trinta e três turmas do ensino Secundário, 3.º e 2.º Ciclos.
Com alguns atrasos e imprevistos iniciais, pelas 8h30 já seguiam todos juntos pelo mesmo rumo e a tão mítica oração de São Francisco fazia-se ouvir a cada sala em que entravam.
A adesão por parte de todos foi enorme e surpreendente. Três árvores haviam crescido na entrada principal que alguns de nós atravessam todos os dias e, pelo final do dia, dezenas de Taus luminosos, coloridos, com mensagens de paz, amor e Deus... vestiam os seus ramos. Já no lado dos mais pequenos, mais cruzes franciscanas se uniam perto da Capela, num gigante Tau à entrada e numa moldura de boas-vindas.




Assim descansou cada Tau, por estes dias. Amanhã é dia de partilha.

Mariana Sarmento