22 de maio de 2013

É sempre maravilhoso escutar os não crentes inquietos

Na introdução do livro "Diáspora" do nosso bem conhecido professor e amigo José Rui Teixeira, Valter Hugo Mãe, que reconhece já ter já ter afastado de si «a crença na transcendência», afirma: «Começo por cobiçar essa convicção, porque acreditar na transcendência tem de ser a maior fortuna que a vida pode alcançar, e entendo este como o ponto fundamental da poesia do José Rui Teixeira, a vida como uma fortuna consciente de que não se esgotará.
As pessoas que acreditam assim em Deus, as que acreditam de verdade, deviam andar com um cofre em redor do coração, porque parece coisa tão preciosa que dá medo que possa ser roubada. Ainda bem que o amor por algo não é exatamente ouro, para escapar à avidez dos homens. Ainda bem que acreditar e amar não se pesa na balança e não nos pode ser levado a meio da noite por alguém que parta o vidro da porta da cozinha».

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