3 de abril de 2013

Vale a Pena Ler: Vivemos Tempos Pascais



No passado dia 19, na Missa do início do ministério petrino do bispo de Roma , o Papa Francisco dedicou a homilia ao cuidar. E disse que os cristãos guardam Cristo na sua vida, "para guardar os outros, salvaguardar a criação".
Mas a vocação para cuidar, preveniu, "não diz respeito só aos cristãos, tem uma dimensão que antecede e que é simplesmente humana, diz respeito a todos. É cuidar de toda a criação, da sua beleza, como nos é dito no Génesis e como nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo meio ambiente em que vivemos. É o cuidar das pessoas, cuidar de todos, de toda a pessoa, com amor, especialmente das crianças, dos velhos, dos que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos cuidam um do outro; depois, como progenitores, cuidam dos filhos e, com o tempo, também os filhos assumem o cuidado dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um cuidar recíproco, na confiança, no respeito e no bem. No fundo, tudo está confiado à guarda do ser humano, e é uma responsabilidade de todos. Quando não nos preocupamos com a criação e com os irmãos, então ganha terreno a destruição e o coração torna-se árido", "surgem planos de morte, destrói-se e desfigura-se o rosto do homem e da mulher."
Mas, lembrou, para "cuidar e guardar", precisamos de "cuidar também de nós mesmos. Recordemos que o ódio, a inveja, a soberba sujam a vida", e é do coração que "saem as intenções boas e más: as que constroem e as que destroem". E teve esta afirmação inesperada num Papa: "Não devemos ter medo da bondade; mais ainda: nem sequer da ternura." Acrescentou: "O preocupar-se, o guardar, o cuidar requerem bondade, pedem ser vividos com ternura." A ternura não é "a virtude dos débeis; pelo contrário, denota fortaleza de ânimo e capacidade de atenção, de compreensão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura".
Retirado do artigo de Anselmo Borges no Diário de Notícias de 30 de março de 2013

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