
São Francisco de Assis | Ilustração de Renato Pontello
Giovanni nasceu a Julho de 1182 em Assis. Filho de burgueses, este jovem era aparentemente feliz, vivendo em harmonia com o seu mundo, envolto em riqueza e privilégios.
Apesar de mortal e na mesma situação que muitos de nós, alunos do colégio, nos encontramos, Giovanni teve a coragem de reconhecer que não era feliz, que precisava de recomeçar. Libertou-se das correntes que o prendiam aos seus bens e encontrou nas palavras do Evangelho de S. Mateus o seu caminho: “Pássaro de Deus, voa pelo Mundo e canta”.

Giovanni acreditava que encontraria a felicidade na pobreza e no despojamento de tudo quanto prende o Homem à Terra. Esta sua mudança de atitude, este recomeço, tê-lo-á levado a escolher um novo nome, Francisco de Assis, a sua terra natal.
Imagino no distante século XII, um jovem rico a despojar-se de todos os seus bens e a professar um voto de pobreza e de entrega a Deus. Muitos ter-lhe-ão chamado louco, outros terão reconhecido nos seus gestos, mais até do que nas suas palavras, Jesus Cristo. As suas acções marcaram de tal forma os séculos XII e XIII que o Papa Inocêncio III reconheceu a Ordem a que dera origem, a Ordem Franciscana. Francisco de Assis é o exemplo de um cristão a seguir: reconheceu Cristo nos outros e na natureza, deixando que os outros reconhecessem Cristo nele.
Francisco morreu a 4 de Outubro de 1226 e o seu desapego pelo material é incompatível com a construção de uma basílica em seu nome e até com a sua canonização(quantos santos aos olhos de Deus não terão sido sequer beatificados?). Mais importante que reconhecer Francisco de Assis como santo, tal como fez a Igreja dois anos após a sua morte, é tomar a sua vida como exemplo de entrega ao outro.
Reconhece Cristo no outro e deixa que reconheçam Cristo em ti.
Carlos Oliveira
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